15 de julho de 2009

Tempo, tempo, tempo, tempo...




Tem uma música do Caetano Veloso chamada "Oração ao Tempo". É bem bonita e até para quem não gosta do cantor baiano fica difícil admitir que não é. O título deste post sai do refrão dela.

Como pode-se perceber, vamos falar de tempo - pra mim, o bem mais valioso de qualquer ser humano. Muito mais que dinheiro, status, sucesso, um bom emprego ou uma namorada gostosa. Afinal de contas, de nada vale ter tudo isso se não se tem o tempo pra aproveitar.

Conheci hoje um projeto chamado 24Hour Magazine, em que os envolvidos (entre eles designers, fotógrafos e redatores) se dispuseram a trabalhar durante 24 horas no desenvolvimento de uma revista, do início ao fim, desde o design até o conteúdo.

Acho que para uma instalação artítisca o projeto tem o seu valor. Não consegui encontrar uma intenção por trás dele, devo admitir. Dei uma olhada no site e acho que tudo foi feito apenas por diversão. Só que não consigo parar de pensar que tem gente que vive esse ritmo do projeto acima diariamente. Seja por desorganização, paixão exagerada pelo trabalho, loucura ou seja lá o que for, nós nos acostumamos demais a sofrer elo trabalho. Não acho que isso seja necessário. Profissionalismo e produtividade não se mede apenas por horas trabalhadas.

Procuro sempre referências legais para mostrar que podemos lidar melhor com o tempo. Hoje achei uma proposta de um designer chamado Myznik Egor. Ele tem um projeto chamado Soft Clock (foto do início do post), que se posiciona como um defensor da admiração do tempo a cada minuto. Pela foto talvez não dê pra entender de cara, mas aquele quadrado é um relógio cujo detalhe branco é um ponteiro abaixo de um tecido. No link, há uma explicação ilustrada.

Não gosto da expessão "tempo é dinheiro". Na verdade, ele vale muito mais que isso.

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