28 de julho de 2009

Conforto, travesseiros e loucura




Começo esse post com o travesseiro mais genial de todos os tempos. Mas a loucura de que prometi falar no título não se refere a ele.

Refere-se sim a um hábito que vem se tornando costume lá longe, no Japão. Tem gente se apaixonando por almofadas por lá. Pois é, muito estranho, mas é só ler a matéria. A moda lá é andar com grandes travesseiros pra lá e pra cá. E não precisa ser um legal (ou "japoneses") como esses aqui:



A história do japonês parece refletir a forma como o povo do país tem (ou não tem) se relacionado. Homens de um lado, mulheres de outro. Parecem crianças pra mim, na pior acepção do termo. A busca por conforto é um ponto a ser destacado também. Mas acho que viver tem muito dessa busca, portanto, não poderia ser diferente.

E essa procura por conforto acaba tornando a vida das pessoas bastante frágil. Ninguém quer sofrer em busca de algo melhor. Tá tudo bem com o que se tem. Um pensamento que acredito se refletir muito na repressão e na falta de liberdade, que a cultura japonesa (mas não só ela) costuma cultivar.

É um assunto muito delicado, mas que vale a pena ser debatido. Educação se confunde muitas vezes com repressão. E todo mundo sai perdendo. A maneira como orientamos as vidas dos outros, tornando-as muitas vezes desconfortáveis, acaba nos distanciando.

Um travesseiro não ri de você, não espera nada em troca. E pode até não te abraçar, mas não recusa um abraço. É possível competir com um pedaço inanimado recheado de fofura?

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